sexta-feira, 31 de julho de 2015

A LUA (AZUL) DOS ROMÂNTICOS


“A terra é azul!” Bradou Yuri Gagarin, o  primeiro astronauta a observar o planeta do espaço... A lua também é azul...

É que  neste 31 de Julho um fenômeno que se repete a cada dois anos e sete meses, volta a acontecer: duas luas cheias no mesmo mês. Depois só em Janeiro de 2018.

A origem dessa expressão é controversa. As sugestões são muitas, mas a mais insistente é que provavelmente tenha surgido na Idade Média, quando a lua era vista azulada, provavelmente devido a partículas decorrentes de erupções vulcânicas suspensas na atmosfera e que influenciavam na coloração do brilho lunar.

Teorias à parte, a lua está linda... A foto acima foi feita às 21hs e 45 minutos do dia 30 de Julho, em meio à num bairro de poucos prédios, em São José dos Campos-SP.

Hoje, a lua, já visitada por seres humanos, já não chama mais a atenção das pessoas, especialmente as mais jovens... Entretanto, ainda é fonte de inspiração para os românticos mais antigos...

Admirar a lua e imaginar momentos e amor é um diferencial humano. O romantismo também é um diferencial humano. Tem a ver com os sentimentos, com a valorização da alma, do amor...

O romantismo ocupou um lugar significativo na história da humanidade, na arte na literatura, no teatro, na filosofia... E produziu importantíssimas obras que se tornaram clássicas e indispensáveis ao conhecimento dos pósteros.

Portanto, ser romântico é estar acima das banalidades, dos iguais, é ser diferente. Quem é romântico, não só admira o brilho da lua, como nele se inspira para escrever, falar e sentir o amor... Quem é romântico aproxima-se da compreensão dos sentimentos, das obras de arte... Valoriza a tristeza dos outros, suas lágrimas, seus silêncios. Respeita as liberdades, as opiniões... Sabe dialogar...

Não que essas posturas não estejam presentes nas gerações atuais, porém, estas são muito mais imediatistas, hedônicas, práticas, consumistas... Estão plugadas, conectadas e têm pressa. Quem tem pressa não tem tempo para ver o belo, a arte, o sentimento. Isso são  coisas para românticos...

A lua já foi devassada, esquadrinhada, fotografada de todos os ângulos... Pisada, explorada... E continua mantendo os mistérios, os segredos que podem até explicar as origens do universo.  Por isso ainda é desafiadora.

Enquanto subsistir o romantismo a lua continuará inspirando poemas, serenatas e belas canções de amor. E arrancando, mesmo como lembranças de um passado que jamais voltará, profundos e apaixonados suspiros.



Imagem: Google

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A DERROTA SÃO PAULO EM BELO HORIZONTE (ECOS DOS 7 A 1?)

Alexandre Pato cabeceia e faz o gol em Victor. Foi o único gol do Tricolor no Mineirão (Foto Chiri/sãopaulofc.net)

Vamos mais uma vez meter o nosso bedelho nesse assunto...

A partida entre o São Paulo Futebol Clube e o Clube Atlético Mineiro, nesta quarta-feira, dia 29 de Julho de 2015, caracterizou-se por um time jogando bem, no caso o São Paulo e o outro fazendo gol, segundo a imprensa especializada.

Dá o que pensar... Por que um time joga bem, mas não faz gol e o outro, embora na ponta da classificação se mostra inferior, mas é o que faz gol?

É o retrato atual do futebol brasileiro: sem capacidade de reação... Os times são treinados para fazer o mínimo. É ruim falar de “antigamente”, é o jeito, pois não há como não fazer comparação.

Hoje o futebol é burocrático, científico, treinado à exaustão, condicionado. Aliás, é essa a expressão mais comum no meio futebolístico: condicionamento físico. Como os jogadores são preparados como produto de exportação.

O São Paulo entrou em crise porque não conseguiu produzir uma “safra” suficiente no ano passado para completar seu orçamento.  E nesse ano, já vendeu vários jogadores para garantir a receita anual, desorganizando o time. Ficando o técnico Osório com o “abacaxi”  nas mãos.

Voltando à preparação física, percebemos que os atacantes do São Paulo não tinham pernas suficientes para concluir as jogadas cruciais diante do gol do Atlético. Pareciam exauridos... (ou treinados à exaustão!).

Quem não faz, toma! É o jargão comum no futebol... Foi o que aconteceu com o time do São Paulo... O Atlético continuou inferior, mesmo depois de ter marcado três gols.

A preparação física, ou melhor, o condicionamento, está matando o futebol brasileiro, se é que ainda não morreu. O futebol é profissional, marcado, ensaiado, sem alegria... É isso mesmo, está faltando a alegria em campo para criar, mostrar os jogadores as habilidades inatas, próprias do brasileiro.

No passado era assim: a criatividade era mais importante que o condicionamento físico. O técnico orientava no sentido de mostrar o melhor caminho em campo, e o jogador era livre para improvisar, criar alternativas para se livrar do seu marcador.

Os times não temiam tomar gols, pois tinham a confiança que marcariam os gols para vencer as partidas. O São Paulo, nesse jogo, não teve a capacidade de superação, muito menos habilidade e criatividade.

Foi o São Paulo que perdeu... São os ecos dos 7 a 1, na copa do ano passado.

Abaixo o condicionamento!... Arriba a alegria e criatividade!... E a capacidade de superação!...



Imagem: Google

quarta-feira, 29 de julho de 2015

SÍNDROME DE BURNOUT

Quando chega o cansaço, o desânimo, a tristeza, a vontade de se recolher... Quando a segunda-feira torna-se um tormento... Quando a sexta demora em chegar... Quanto se retorna das férias e os problemas voltam juntos... Quando a irritabilidade se torna sua característica principal... Quando ninguém consegue ficar muito tempo por perto... Quando a harmonia na equipe, na família, no circulo de amizade deixa de ser a característica principal... Tudo isso significa que uma luz amarela ou vermelha está acesa e é hora de buscar ajuda, pois está presente a Síndrome de Burnout...

A Síndrome de Burnout, também conhecida como “Síndrome do esgotamento profissional” foi descrita pela primeira vez pelo médico americano Herbert J. Freudenberger (1926-1999), em 1974, a partir de sua própria experiência de vida. Desde então tem sido estudada por inúmeros cientistas de várias especialidades, tornando-se um tema multidisciplinar... É um transtorno psíquico, muito confundido com stress e ou depressão, em razão das similaridades dos sintomas.

A expressão em inglês “burnout”, (junção de queimar e fora) significa “exaustão”, “estar exaurido”, literalmente “esgotado”, “queimado”.

Para o portador dessa Síndrome nada mais tem sentido: o trabalho, a família, os estudos, os amigos. É uma vítima da rotina, do trabalho em excesso (os workaholic’s), do relacionamento intenso e, principalmente do não recebimento do retorno esperado das expectativas da vida profissional, das pessoas, do sucesso almejado, do reconhecimento, enfim...

Acaba vontade de se dirigir ao trabalho, de estudar, de voltar para a casa...

Se a pessoa é chata, fica mais chata ainda! A irritabilidade fica a flor da pele. Os arrogantes mais arrogantes... As pessoas amáveis deixam de sê-lo... Os pais não suportam esposa e filhos... Os filhos se tornam desrespeitosos com os pais...  Padres e pastores têm dificuldade de conduzir seus liderados... Médicos, paramédicos, professores, soldados, bombeiros, enfermeiros, profissionais de TI, advogados, juízes, perdem o sentido do que fazem e da vida. A perigosa depressão (que mata!) bate à porta.

Sim, a Síndrome de Burnout tem solução! O primeiro passo é reconhecer os sintomas: negatividade, isolamento, isolamento, insônia, crises de asma, dificuldade de se concentrar, enxaqueca, gastrite, sudorese, medos, autoestima baixa, dificuldade de interação. O segundo passo é fazer uma revisão de vida, principalmente de como está vivenciando a vida profissional. O terceiro passo é procurar ajuda externa de profissionais competentes e responsáveis...

O quarto passo é seguir as orientações desses profissionais, pois na certa haverá tratamento com antidepressivos e ansiolíticos e sessões de psicoterapia.  

Mas é possível prevenir o aparecimento dessa Síndrome: através do autoconhecimento, do reconhecimento dos sintomas, na manutenção de atividades extra-rotina, especialmente das que mais gosta... Ler muito, trabalhar o necessário, dormir o suficiente e fugir do álcool  e das drogas.

Portanto, é essencial conhecer para prevenir.



Imagem: Google

segunda-feira, 27 de julho de 2015

RECÉM-NASCIDOS

(A pessoinha da foto é Rebeca, nascida a 16 de Julho de 2015)

É sempre uma grande alegria a chegada de uma nova pessoinha... Recém-nascida... Nem é preciso falar das emoções, das expectativas, das angústias, dos sofrimentos, especialmente da mãe, que conviveu com ela no ventre por meses a fio. Quase 40 semanas... Dia após dia...

Fruto do amor, uma criança recém-nascida é, sem dúvida, um exemplo do milagre da vida, do milagre próprio do amor, da presença divina entre nós... Um mistério, ainda que a medicina possa acompanhá-la pari-passu o seu desenvolvimento intrauterino.

A filosofia, de maneira simplista,  nos ensina que uma criança recém-nascida é uma “tábua rasa”, isto é, intelectualmente está limpa, nada possui e tem tudo para aprender e apreender. É um ser “a vir-a-ser”... Mais um mistério, pois não sabemos o quê ou quem ela será.

Seus pais esperam dela o melhor possível. Colocam nela suas esperanças, seus sonhos... Em muitos casos os seus próprios... Mas sabemos que um ser humano é composto de três grandes partes: a herança genética de seu pai, a herança genética de sua mãe e uma parte que é dela própria, colocada nela pela natureza ou por Deus.

O futuro do recém-nascido será determinado pela junção desses fatores mais as condições de vida que terá no seio de sua família, do tipo de relacionamento que vivenciará e especialmente do equilíbrio emocional de seus pais, ainda que por circunstâncias específicas, passem a viver separados, pois essa é a condição da família hoje em dia.

Os seres humanos, ao contrário dos animais, são extremamente dependentes de seus pais... Por longos anos necessitam da presença deles, às vezes, pela vida inteira. Nos casos normais em que os filhos saem de casa nos tempos corretos, permanecem os laços familiares...

Os pais têm enorme responsabilidade na formação dos seus filhos. O que acontece no relacionamento, nas posturas, nos usos e costumes determinam as posturas, os usos e costumes e a maneira deles se relacionarem em sociedade. É o processo educativo que deve ser complementado na escola.

Os recém-nascidos são esperanças. Podem ser decepções... Mas é a esperança que conta. E somos o que somos graças às nossas experiovivências positivas e negativas. Todas elas são válidas, quando utilizadas como aprendizados.

Não nascemos bonitos... (Esta não é a opinião de nossos pais). A beleza vem com o tempo... Então, sim, eles se tornam “gracinhas”, “belezinhas” e fontes de alegria, animação e principalmente de esperança...

Recém-nascidos significam continuação da nossa espécie. Há a preocupação com a qualidade de vida do planeta... Como será a vida  quando nós, os mais velhos, pais e avós, não estivermos mais por aqui?

Como já disse alguém: devemos nos preocupar, também, com  qualidade dos filhos que estamos oferecendo ao planeta.



Obs.:
A foto de Rebeca foi feita por sua mãe, Bárbara.

domingo, 26 de julho de 2015

GENÉRICOS E SIMILARES

Expressões ligadas a medicamentos. O povo brasileiro é um grande consumidor de medicamentos, principalmente quando se trata de automedicação. Todos entendem de tudo...

É claro, lógico, que não podemos desprezar os coconhecimentos de pessoas antigas, vividas, que experienciaram a ação das ervas medicinais, que são, na verdade, a matéria-prima de grande parte dos remédios industrializados.

É preciso, porém,  equilíbrio... Sem exageros...

Uma historieta: uma senhora, acompanhando o marido acometido de “pedra nos rins” numa consulta com o nefrologista, indagou ao médico se não poderia dar ao marido um chá de cabelo de milho. O médico, sem se alterar emocionalmente, mas com grande dose de ironia, respondeu:
- Sim, a senhora pode dar a ele o chá de cabelo de milho. Ele não vai se curar das “pedras” e ainda ganhará uma gastrite.

Tratar de calculose renal é muito mais complexo...

Os medicamentos industrializados são exaustivamente estudados e testados. São pesquisados por institutos ligados a governos, por universidades e pelos próprios laboratórios. Demandam anos e anos de trabalhos e gastam incalculáveis quantias em dinheiro. Por isso são patenteados e se tornam propriedade de alguém...

É importante se ter a consciência de uma vez aprovados, os medicamentos deverão ser vendidos para as pessoas, hospitais  e governos, por um preço que num determinado prazo que seja razoável e que eles se paguem e gerem lucros para serem investidos em novas pesquisas.  Por isso alguns são extremamente caros e só ficarão mais baratos ao longo do tempo.

É assim que as coisas acontecem... Alguns governos “quebram” essas patentes ou indenizam os “proprietários” e passam a fabricar esses medicamentos localmente.  Assim nascem os “genéricos”. Os governos, numa espécie de ação social, assumem os custos de sua fabricação. Ou repassam para que os laboratórios nacionais os fabriquem, mediante uma licença e fiscalização oficial.

É muito dinheiro envolvido e imenso os interesses comerciais...

Por isso há a outra face nessa moeda: a pirataria. As fórmulas são copiadas por hackers e entregues a laboratórios que não participam e muito menos contribuem com dinheiro para as pesquisas, Assim nascem os similares. A custo 0 (zero)!

Acontece que os similares nem sempre são fiéis aos originais, ao contrário dos genéricos. Há na literatura médica dados dando conta que os efeitos colaterais inerentes a qualquer medicamento vão muito além dos descritos em sua bula. Alguns já chegaram a gerar câncer linfático.

Apesar de todas as dificuldades geradas pela desatenção oficial à saúde do povo (isso é uma questão de educação política), é melhor evitar a automedicação...

Estão corretos aqueles que preferem os medicamentos originais, de marca. Igualmente corretos os que buscam os genéricos com o “G” nas embalagens. Também corretos estão os que se utilizam dos medicamentos distribuídos pela rede pública e pelos programas governamentais.

Cuidado mesmo com os similares...



Imagem: Google

sábado, 25 de julho de 2015