Temos insistido neste
blog sobre o tema da vida e que ela tenha sentido. A vida é uma linha que liga
o inicio ao fim, o “alfa” ao “ômega”, a concepção à morte. Porém nesse
intervalo, que é a existência, tudo precisa ser feito para que essa travessia
não seja em vão. É preciso fazer acontecer, construir uma história.
Importante a frase
Goethe no Portal Vozes dando conta que “A
vida é a infância da imortalidade”, que nos faz refletir sobre a passagem
dessa ponte.
Para as pessoas religiosas
a imortalidade é a vida eterna, a salvação da alma, o gozo do paraíso, após uma
vida dedicada ao bem, ao amor, à caridade, ao respeito aos outros, uma vida sem
pecado, enfim. Nada mais justo, nada mais respeitável, o direito da livre
escolha da confissão religiosa e do cumprimento dos seus preceitos. A religião
é fundamental para paz interior da pessoa, paz que se projeta na sociedade e
constrói um mundo melhor.
Onde há seres humanos
matando indiscriminadamente seres humanos, falta religiosidade, falta amor,
falta paz. A travessia fica muito mais dura, muito mais desumana.
Para quem sofre a
finitude, ou a morte, é uma esperança de felicidade numa outra dimensão, onde
se poderá viver a imortalidade.
Sim, religiosidade nos
limites da normalidade, sem extremismos.
Entretanto, é preciso,
também, pensar na imortalidade aqui mesmo na terra. A imortalidade rima com o
“fazer história”, que rima com o contribuir para o bem da pessoa ou pessoas a
quem amamos e, se possível, numa perspectiva maior, para o bem comum.
A finitude da vida é
uma certeza absoluta. A imortalidade para os místicos depende da vivência da
religiosidade e do juízo final. A imortalidade na terra depende unica e
exclusivamente da opção de vida, do processo de amadurecimento, das sementes
plantadas...
Jesus Cristo garantiu
que quando um grupo de pessoas se junta para divulgar o nome dele, ele garante
presença nesse grupo. Da mesma forma que quando o mesmo grupo discute o bem
comum ali se está fazendo a política no bom sentido e nesse grupo alguém está
assumindo a liderança... Pois é, é nesse último quesito que está a essência do
fazer acontecer, do fazer história, do construir a imortalidade.
O líder pode ser uma
condição inata, quando já nasce feito. Mas é, também, uma virtude adquirida ao
longo da vida, forjada nas dificuldades, nos sofrimentos, mas na certeza dos
objetivos estabelecidos, os quais podem ser nos campos: religioso,
profissional, esportivo, conjugal, artístico, cultural, literário, educacional
ou em qualquer outro de interesse social.
Viver é isso:
construir passo a passo a imortalidade tanto na terra quanto no céu. Assim terá
valido a pena o amor que nos gerou e, melhor ainda, terá valido a pena ter vivido
essa maravilhosa travessia...
Imagem: Google
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